Como funcionava
O horário de verão foi criado para aproveitar a luz natural e evitar o aumento de consumo de energia no horário de pico, das 18h às 21h. De outubro a fevereiro, os relógios eram adiantados em uma hora em vários estados e Distrito Federal. Dessa forma, havia um menor impacto de energia nas linhas de transmissão, nas subestações, e nos sistemas de distribuição. Em 2019, o governo federal acabou com o horário de verão. A justificativa foi a falta de efeitos positivos para o setor elétrico, com a mudança de comportamento da população. Avaliação
O Plano da Operação Energética (PEN 2025), do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), indica a possibilidade do horário de verão para minimizar a pressão no SIN (Sistema Interligado Nacional). O documento aponta que a geração de energia no país cresceu, puxada principalmente pelas fontes de energia intermitentes, como a eólica, solar e a MMGD (mini e microgeração distribuída solar).
Essas últimas duas praticamente não produzem menos energia no horário noturno, quando há maior necessidade de potência. O horário de verão alivia a pressão que o consumo no horário de pico traz ao Sistema Interligado Nacional. Com isso, o uso de térmicas é evitado, o que evita elevar os preços de energia para o consumidor. Fonte: R7